"Foge portanto daqueles que te querem convencer que o sofrimento voluntário, cego ou passivo, que a subjugação da liberdade da tua consciência a outra, que a negativização da tua aura, é O Caminho. ... Tu és o Teu Próprio Caminho. ... Por isto está escrito: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos fará livres. Este mundo não é um antro de demônios expiando seus pecados; este mundo é um dossel de Deuses que dormem, e dormindo, sonham."

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"Olhe
mas não toque.
Toque
mas não prove.
Prove
mas não engula."

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein

"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."

Albert Einstein

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."

Albert Einstein

"A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte."

Albert Einstein

"Existem apenas duas maneiras de ver a vida; Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre."

Albert Einstein

"Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz."

Albert Einstein

"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."

Albert Einstein

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada."

Albert Einstein

"A luz só, sem sombra, seria invisivel para nossos olhos e produziria um deslumbramento equivalente às mais profundas trevas." Eliphas Lévi

"Deus chama-se verdade, e nele a sombra e a luz fizeram um. Aquele que conhece isto não mente nunca, porque se ele quiser mentir, ele fez de sua mentira uma verdade." livro Oupnek´hat, livro mágico dos Brahmas

"Deus: Eu sou a alma universal, em mim estão o bem e o mal que se corrigem um pelo outro. Aquele que sabe disto, não será nunca um pecador; ele é universal como eu."

"Eu não tenho medo senão dos que temem o diabo" Santa Teresa

"O que é superior é como o que é inferior e o que está em baixo o que está em cima para formar as maravilhas da coisa única." Grande Hierofante Egicio (principio Hermético)

Andréa Éire, Bellovessos, Claudio Quintino (Crow) - DRUIDISMO


Druidismo
Originalmente associado às tradições dos celtas - povo de origem indo-européia que habitava extensas áreas da Europa pré-romana -, o druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã. O termo “pagão” tem origem no vocábulo latino “paganus”, que era usado para designar alguém que nasce no “pagus” (o campo, a Natureza). Em termos espirituais, portanto, pagão é aquele que acredita na sacralidade da Natureza e de todas as formas de vida. Exemplos de povos pagãos da antigüidade são os gregos, os egípcios, os sumérios, os germânicos e os persas - todos com diversas deidades em seus panteões associadas à Natureza, com deuses e deusas que personificavam as grandes forças naturais do mundo em que vivemos.

Os druidas (os sacerdotes dos celtas), portanto, também eram pagãos - como são pagãos atualmente os povos indígenas da Amazônia, os maori da Nova Zelândia, os aborígenes da Austrália, enfim, praticamente todos os povos cujas religiões tenham como foco fundamental a sacralidade da vida e do planeta.

Praticamente tudo o que sabemos sobre os druidas históricos nos foi relatado por historiadores gregos e romanos que tiveram contato com os celtas nos séculos que antecederam a era cristã. Políbio, Amiano Marcelino, Tito Lívio, Julio Cesar e Plínio o Velho (entre muitos outros) escreveram sobre os druidas, descrevendo-os como poderosos sacerdotes, sábios e juristas, mas também como inspirados poetas,
místicos e conselheiros. Além de terem sido os sacerdotes dos povos celtas, os druidas desempenhavam todas as funções acima citadas. Foi por isso que Julio Cesar afirmou em seus Comentários que, para se tornar um druida, um jovem candidato deveria dedicar de doze a vinte anos de estudos, dada a enorme quantidade de informações que um druida precisava absorver sobre diversas disciplinas.

Um druida deveria ser tão versado nas leis de seu povo quanto hábil em contar os mitos e lendas que formaram aquele povo. Um druida deveria ser sábio o bastante para aconselhar os reis, como também deveria ser sensível o bastante para praticar a cura, um elemento fundamental dos deveres dos druidas, como atesta uma das Tríades da Grã-Bretanha, que diz:
“Três deveres de um druida:
- curar a si mesmo;
- curar a comunidade;
- curar a Terra.
Pois se assim não fizer, não poderá ser chamado de druida.
(Tríades da Ilha da Bretanha)”
Versos como estes eram usados pelos celtas para facilitar a memorização de diversos níveis de conhecimento - da sabedoria do dia-a-dia às suas leis mais elevadas, das regras sociais à mitologia mais profunda. Isto porque os celtas não usavam a escrita para transmitir seu conhecimento, valendo-se da tradição oral como meio de preservação de sua sabedoria. Obviamente, muito se perdeu com o passar dos séculos, mas a essência do druidismo, seus conceitos fundamentais e suas crenças, permaneceram imutáveis até os dias de hoje.

O Druidismo Hoje
Certamente as práticas do druidismo moderno são muito diferentes das dos druidas históricos, pois vivemos em outros tempos, com outras necessidades. Essa é uma das vantagens de uma tradição oral. Ao contrário de religiões que têm como base textos sagrados imutáveis, o druidismo não fica limitado a escrituras ou leis, mas sabe evoluir com o passar dos séculos, sendo sempre algo novo, significativo e capaz de satisfazer os anseios de quem segue este caminho. No druidismo não há espaço para o radicalismo, não há espaço para interpretações diferentes de um mesmo conceito (como acontece entre as diversas correntes cristãs e islâmicas, por exemplo, em que cada uma tenta impôr a sua versão, a sua interpretação dos textos sagrados). Os textos sagrados do druidismo são os mesmo há milhares de anos, mas eles evoluem, porque não foram escritos: os "textos" sagrados do druidismo são o passar das estações do ano, são os ritmos da Natureza, as marés, as flores, as tempestades, as trilhas do Sol e da Lua através do firmamento. É um texto "interativo", que não deve ser memorizado ou entendido, mas sim sentido no fundo de nossas almas.

Pois o segredo do druidismo é a integração das almas do druida com a Natureza, do druida com outra pessoa, do druida com o mundo em que vive, com seu trabalho, com seu alimento. Eis outro ponto chave do druidismo: o animismo, ou seja, a crença de que tudo tem alma (anima). Assim como outros caminhos pagãos de cunho xamânico, o druidismo acredita que uma pessoa tem alma, bem como um cão, uma árvore, uma pedra e até uma casa ou um prato de comida.
Tudo é energia e alma é energia. Se tudo tem alma, tudo tem vida; e tudo que tem vida é sagrado. O que é sagrado deve ser respeitado e honrado. Ao interagir com o mundo de alma para alma, o druida estabelece uma conexão espiritual que permite o fluxo da awen.
Awen
Esta pequena palavra galesa é usada no druidismo em sua língua original por ser de difícil tradução. Outro motivo de mantê-la sem traduzir é devido à sua sonoridade, normalmente entoada nos rituais na forma de um poderoso mantra. Seu significado é “inspiração que flui”. Nas palavras de Phillip Shalcrass (líder da BDO) awen é "aquela estranha sensação de formigamento que nos domina ao contemplarmos uma bela peça de arte, ao ouvirmos uma linda canção pela primeira vez, ao vermos o rosto da pessoa que amamos”, enfim, é a sensação de vida que nos arrebata ao permitirmos que nossas sensações se manifestem através de nosso corpo. Esse fluxo de inspiração que jorra (outra definição para awen) não deve ficar represado, deve se transformar em ação. Um dos desafios para o druida moderno é justamente esse: transformar inspiração em ação. Esse jorro pode brotar também de um momento de ódio e indignação. Podemos produzir um lindo quadro ou uma bela poesia depois de sermos arrebatados pela visão de um estonteante pôr-do-sol, da mesma forma que, ao vislumbrar um rio poluído, podemos nos encher de coragem para protestar e tomar alguma atitude que altere essa condição do rio.

Para um druida, o mundo todo é fonte de inspiração, a vida em todas as suas formas e facetas é poesia. Por isso, a tradição dos bardos - poetas e contadores de mitos e lendas - é tão importante no druidismo.

Bardos, Ovates e Druidas
Como tudo no universo celta era tripartido (3 mundos – de cima, do meio e de baixo; 3 reinos – terra, água e ar; etc) também eram tripartidas as funções do druida. Embora não fossem uma hierarquia, essas três funções eram aprendidas na ordem exibida no título. Depois disso, o druida tinha como opção exercer uma delas em especial.
Como resumiu Estrabão (1º século a.e.a): “Os bardos são cantores e poetas; os ovates, filósofos naturais e divinos; os druidas, além da filosofia natural aplicam também a filosofia moral”.
Os bardos: eram os druidas especializados na absorção e transmissão do
conhecimento druídico, através dos mitos, lendas, poemas e canções
que transmitiam a memória ancestral. Os bardos eram os zeladores da tradição e da memória da tribo.
Os ovates: palavra com a mesma origem do verbo português “vaticinar” (predizer, prenunciar, adivinhar). Eram os responsáveis pela cura e pela previsão de eventos futuros. Através de técnicas divinatórias (divinar = conversar com o divino, com os deuses) como o ogham, por exemplo, os ovates eram capazes de antever eventos ou endências futuras, orientando assim a comunidade. Eram xamãs por excelência, que conversavam com os ancestrais para pedir bênçãos e conselhos, que conheciam os animais e os segredos das ervas e das árvores.
Os druidas: esse nome significa “aquele que tem a sabedoria do carvalho”. Eles eram os sábios, os sacerdotes que conduziam os rituais, os conselheiros dos reis e os juristas das tribos. Seus “templos” eram as clareiras nos bosques sagrados (nemetons). Eram extremamente respeitados pelo povo e muitas vezes suas palavras tinham mais peso do que dos reis e rainhas.
Portanto, a função do bardo é conhecer sua história e suas lendas para transmiti-las aos demais. Sua matéria-prima é o passado, a experiência, a memória ancestral. Já o ovate trabalha com o futuro, o potencial, o porvir. São duas facetas do mesmo conhecimento sagrado que permeia os mistérios do tempo e permite, com base na experiência do passado e das potencialidades do futuro, criar um presente melhor, que é a função do druida.

Com base nesses fundamentos primordiais, o druidismo moderno desenvolve diversos trabalhos voltados para o reequilíbrio nas relações entre os humanos e a Natureza. A função do druida hoje é transformar, interagir com o mundo para que ele seja um lugar mais equilibrado.

O druidismo em ação
Fica claro porque que praticamente todos os druidas modernos envolvem-se, de um modo ou de outro, com causas ecológicas ou de bem-estar animal, ou ainda de vida alternativa, reciclagem de lixo, consumo responsável e outras formas de resgatar a dignidade da vida de cada um de nós.

Na Inglaterra, militantes ecológicos de organizações como o Greenpeace e o WWF costumam agir em conjunto com os druidas de organizações como a Druid Network e de ordens como a B.D.O. (British Druid Order) e a O.B.O.D. (Order of Bards, Ovates and Druids) em manifestações e campanhas ambientais. Muitos são membros de ambas as instituições. No Brasil, com a chegada do druidismo, essa aproximação também ocorreu, pois se nós e todo o universo somos feitos de corpo, mente e alma, o universo ecológico deve ser equilibrado através de campanhas informativas (mente), ações e manifestações (corpo) e uma espiritualidade que devolva a sacralidade da Natureza (alma). É a isso que o druidismo se dispõe.



Druidismo e Kardecismo
"Os celtas entendiam suas próprias vidas e mesmo o Universo como guiados pelo simples movimento interno. Desse modo, não acreditavam na dualidade entre bem e mal, não havia lugares como o inferno e nem uma justiça que se administraria depois da morte."
(Claudio Crow Quintino)
Existe uma afirmação equivocada que freqüentemente associa o kardecismo ao druidismo: a de que Alan Kardec era um druida. Não existe, porém, nenhuma relação entre essas duas correntes religiosas. Ao criar o  espiritismo,  Denizard Hypolyte Leon Rivail (nome verdadeiro de Alan Kardec)  decidiu adotar o nome Alan Kardec para permanecer no anonimato, uma vez que ele era um conhecido professor/filósofo. Um dos espíritos que estaria passando as informações sobre a doutrina a Denizard, teria lhe aconselhado a usar esse pseudônimo, pois Alan Kardec teria sido uma de suas reencarnações como um sacerdote druida, na Gália pré-romana. Portanto, Denizard/Alan Kardec nunca foi um druida em seu tempo, mas apenas afirmava ter sido um druida clássico em uma de suas encarnações.

As duas religiões não têm nada em comum. A  começar, uma é cristã (kardecismo) e a outra é pagã (druidismo). No druidismo não há a comunicação com espíritos como no kardecismo (onde a comunicação é feita através da mediunidade), e o druida não se baseia nos ensinamentos de cristo, entre outras coisas que detalharemos adiante. Existe uma diferença bastante importante e que torna as duas crenças praticamente incompatíveis: druidas não acreditam que o renascimento esteja baseado em prêmios e castigos, e essa é toda a base da crença kardecista: se você faz algo ruim, cria um karma e deve voltar para resolver esse karma, se faz algo bom, sobe um degrau na evolução. No druidismo, nenhuma lei de karma opera no renascimento, não há evolução da alma, e apenas e tão somente a lei do livre arbítrio, isto é, voltar ou não depende apenas da vontade e não das ações cometidas em vida. O local onde o espírito vai voltar depende apenas da afinidade dele com outros espíritos e com os lugares. Para os druidas e druidistas, o renascimento ocorre de forma natural como o nascer do Sol no dia seguinte após sua "morte" ao anoitecer.

O druida não se comunica com os espíritos do Outro Mundo como os kardecistas fazem. É outro tipo de comunicação, é outra concepção de espírito, é outra concepção de "Outro Mundo". Os espíritos no druidismo não são apenas os mortos, como no kardecismo. Os espíritos no druidismo são tudo que nos rodeiam e permeia. São os espíritos de seres visíveis e invisíveis, vivos ou mortos, espíritos das árvores de um bosque ou das plantas da casa, como também seres espirituais, entidades, elementais (espíritos dos ventos, da chuva, do ar, etc), deidades e, claro, também os espíritos daqueles que se foram, nossos ancestrais.

A forma como o druida se comunica com os espíritos é através do estado alterado de consciência, ou transe xamânico, ou êxtase. Nenhum espírito, deidade ou entidade "toma" o corpo do druida, ele não perde a consciência, apenas mergulha num transe consciente. Nos tempos pré-cristãos, esse método incluía várias técnicas diferentes (mascar carne crua, ingerir ervas psicoativas, etc) com a finalidade de estimular uma viagem espiritual ou um sonho inspirado, o que possibilitva o druida de responder alguma questão, ou profetizar. Hoje em dia, as técnicas mais utilizadas para esse fim são a meditação, a dança (especialmente a circular), exercícios de respiração e visualização, uso de sons repetitivos como tambores, maracás, etc.

A comunicação do druida com o Outro Mundo não tem a mesma finalidade dos kardecistas e nunca, jamais, é usado o método da mediunidade, onde o espírito desencarnado influencia o médium e através dele se comunica seja escrevendo, falando, pintando. Da mesma forma, não hå incorporação no druidismo, que é um método usado na umbanda, onde o médium perde totalmente o controle do corpo e da consciência, que é assumido pela entidade incorporada. Quando um druida está em estado alterado de consciência, normalmente ele é guiado ou inspirado por uma deidade ou animal totêmico, e não pelo espírito de um morto.

A comunicação  com o Outro Mundo feita pelos druidas busca a inspiração para a cura, seja em nível mental, espiritual ou físico. Essa cura, entenda-se bem, é no sentido mais amplo da palavra, não vamos também confundir com aquela outra prática kardecista de curar doenças ao se "receber" um espírito. Falo aqui da cura xamânica, da cura plena que exemplifica-se bem através dos 3 deveres do druida: curar a si mesmo, curar a comunidade, curar o mundo. Não se trata de "acabar com doenças", mas de cuidar, restabelecer, tornar melhor.

Para resumir, uso as palavras da druidesa Bandruir (Ordem Drunemeton, RJ):

"Diferentemente da Umbanda e do Espiritismo, no Druidismo, o druida não busca nem se oferece para trabalhar como expressão de espíritos desencarnados. Quando acontece de o espírito de um morto falar ou aparecer em visões ou sonhos, o Druida escuta, compreende e transmite a mensagem (se for dirigida a terceiros). Mas essa não é uma atribuição principal de um druida (portanto, não é freqüente como na Umbanda ou no Espiritismo), e nessa interação com o espírito de um morto, o druida em nenhum momento perde sua individualidade, consciência, autocontrole ou qualquer um de seus sentidos."
Andréa Éire
 
Wicca e Druidismo
Diferenças e Semelhanças
"O druidismo é uma religião politeísta, isto é, honramos diversos deuses e deusas. Não existe o conceito de deidade única, mas temos a Natureza como sagrada e mãe de toda a vida, embora ela não seja uma deidade específica, ela é a fonte de toda a vida, de onde tudo veio e para onde tudo vai, inclusive os deuses e deusas."
Para melhor traçar as diferenças e semelhanças da wicca e do druidismo, vamos examinar alguns detalhes de ambas as religiões:
Origens da Wicca:
A wicca surge nos anos 1950, fruto do gênio criativo de Gerald Gardner e com algum elemento celta não por herança, mas por referência. Essa influência celta da wicca se deve em grande parte à amizade entre Gardner e Ross Nichols (criador da O.B.O.D.) à época em que ambos eram membros da A.O.D. (Ancient Order of Druids) na Inglaterra. A origem da wicca é essa, fácil de traçar porque recente.
Origens do Druidismo:
Depois de muita influência de ordens semi-maçônicas da Inglaterra nos sécs. XVIII e XIX, o druidismo de então era uma mescla de entidades filantrópicas, sociedades secretas e clubes de cavalheiros. Num dado ponto, ao final do séc. XIX, existiam centenas de ordens que se entitulavam 'druídicas' sem ter nenhum conteúdo propriamente 'druídico'. Na década de 1960, Ross Nichols será o responsável pela grande mudança ao deixar a A.O.D. e fundar a Order of Bards Ovates and Druids (O.B.O.D.), dando muito mais ênfase aos aspectos mágicos e celtas. Naquela época, as muitas descobertas arqueológicas, antropológicas e etnográficas das crenças e práticas dos antigos celtas permitiram resgatar muitos elementos originais da espiritualidade celta a tantos séculos perdidos.
Até aqui, o que ambas têm em comum? Elementos celtas e o fato de terem sido estruturadas no século XX, além de serem fruto de um intercâmbio entre dois amigos 'ocultistas'.
Até aqui, o que ambas têm de diferente? A ênfase na magia cerimonial da wicca e a ênfase no resgate da espiritualidade celta do druidismo.
Crenças e práticas da Wicca:
Gardner apresenta a wicca como "o resgate da religião celta que havia sobrevivido oculta no interior da Inglaterra, transmitida oralmente por famílias de bruxos". Para criar esse "mito", Gardner mescla diversos ingredientes:
1. os cunning-folk, bruxos tradicionais do interior da Inglaterra que transmitiam seus conhecimentos de forma fechada e fazendo magia "positiva";
2. os rituais sazonais celtas (apresentados a Gardner justamente por
Ross Nichols nos anos da A.O.D.);
3. as teorias (já descartadas) de Margaret Murray que afirmavam que por toda a Europa existira antes do cristianismo um culto unificado e centralizado na figura de uma Deusa da Natureza e de seu complemento masculino;
4. a ênfase nos aspectos mágicos desse suposto "culto à fertilidade", envolvendo diversos elementos de magia sexual - simbólica ou não - possivelmente herança do contato entre Gardner e Aleister Crowley.
5. A parte ritualística da wicca também tem grande influência da maçonaria e da magia cerimonial.
Desses elementos, tiramos a base das crenças Wiccanas:
1. a herediariedade e o peso da iniciação;
2. a Roda do Ano;
3. o mito de uma Deusa Única e seu Consorte;
4. o Grande Rito e os festivais de fertilidade;
5. o círculo ritual, o formalismo, os instrumentos mágicos e as graduações.
Crenças e práticas do Druidismo:
Ainda que alguns grupos e ordens druídicos afirmem possuir uma herança direta dos druidas celtas de 2.000 anos atrás, o fato é que o druidismo atual é também ele uma mescla de diversos elementos:
1. as crenças originais celtas (600 a.c. - 500 d.c.) resgatadas através dos estudos dos sécs. XIX e XX;
2. as influências do cristianismo celta que se desenvolve nas ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda antes da imposição do cristianismo de Roma (500 d.c. - 1000 d.c.);
3. as crenças pagãs dos normandos após a invasão das ilhas pelos
vikings (800 d.c. - 1000 d.c.);
4. o cristianismo místico e a maçonaria que moldam o Renascimento Druídico do séc. XVIII;
5. o ocultismo do final do séc. XIX;
6. o Reconstrucionismo Celta do final do séc. XX;
Nesse aspecto, o que une a wicca e o druidismo? A ligação com a natureza; a visão dessa natureza como sagrada e como fonte de tudo; a percepção de que as energias da Natureza estão por trás de todos os processos da vida; o uso de círculos como espaço sagrado; o trabalho com os 4 Elementos como base mágica.
Nesse aspecto, o que diferencia wicca e druidismo? A principal diferença é: o druidismo enfatiza a importância da historicidade e da relevância de suas crenças e práticas para os dias modernos, enquanto a wicca não atribui a mesma importância às origens históricas, preferindo enfatizar as origens "místicas".
Além disso, enquanto a wicca tem como palavra-chave a "Vontade" (um princípio comum também a Thelema de Crowley), o druidismo tem como pedra de toque a "Inspiração". Essa diferença é responsável pelo abismo que separa as práticas mágicas dos dois caminhos, pois determina o modo como o praticante de um e de outro se relaciona com os elementos, a Natureza, as forças, as Deidades, etc. Enquanto o wiccano por princípio tenta "controlar" e "dominar" os elementos, o druida tenta "compreender" e inspirar-se" pelos processos da Natureza.
Isto posto, podemos dizer que, apesar da origem comum, a wicca e o druidismo possuem naturezas bastante diferentes em suas crenças, práticas e abordagens, mas isso é uma simplificação, uma padronização de raciocínio que não corresponde ao todo das duas tradições. Atualmente, mais e mais druidas recorrem a práticas mágicas mais "wiccanas", ao mesmo tempo em que wiccanos buscam aprimorar os aspectos filosóficos da wicca através dos
ensinamentos "druídicos".
É aqui que temos o ponto de convergência entre um caminho e o outro: não restam dúvidas que existe uma tendência de ambos se aproximarem, não só pelos pontos em comum, mas também porque as diferneças entre um e outro complementam, sim, aspectos carentes e/ou diferentes um do outro. Isto não implica necessariamente na perda da identidade de um ou de outro - desde que haja seriedade e responsabilidade nesse processo.
Sabe-se que, atualmente, mais do que nunca, há um diálogo muito saudável entre alguns dos principais grupos druídicos e wiccanos na Inglaterra. Respeitando-se a identidade e as diferenças, podemos enfatizar os pontos em comum e agir em conjunto - e este é o segredo de um bom casamento, de uma boa sociedade, de uma boa amizade! Afinal, uma vez que ambos são caminhos neo-pagãos, ou seja, tanto a wicca quanto o druidismo buscam a reinserção do ser humano num contexto de totalidade com o mundo em que vivemos, nada mais justo que ambos unirem-se em torno dos pontos em comum. Já participei de diversos eventos "ecumênicos" (prefiro o termo supra-religiosos) e digo que, se é possível que beneditinos, umbandistas, zen-budistas, shintoístas, espíritas e neo-pagãos possam dialogar e trabalhar em conjunto, então por que a wicca e o druidismo não poderiam?
Claudio Quintino (Crow)
Resumo:
De semelhança podemos citar o uso do círculo mágico, o resgate das tradições celtas, a sacralidade da Natureza, a celebração da roda do ano e o fato de ambas as tradições serem pagãs e animistas, isto é, acreditam que tudo têm alma, humanos, animais, plantas, colinas, rios, etc.

De diferenças: a wicca é duoteísta, tem a deusa e o deus como principais
divindades, embora cada tradição dê um nome diferente a eles. O druidismo é politeísta, trabalha com o panteão celta principalmente (mas não exclusivamente). A wicca trabalha mais com magia cerimonial, o druidismo com magia natural e inspiração (a awen, "espírito que flui", a inspiração que flui entre os seres). O druidismo era a religião dos celtas pré-cristãos e agora está adaptado para os dias de hoje. A wicca é uma religião nova, da década de 1950.
 Relações com o Outro Mundo
(mundo espiritual)
Através de seu treinamento mágico, o druida penetra múltiplas realidades . Essas outras realidades ou mundos não apresentam o mesmo padrão de
espaço-tempo que observamos em nossa realidade. Através do ritual, o
druida atravessa as brumas ou névoas que separam os mundos. Ao fazê-lo, ele se encontra numa área de transição ou passagem que o levará até um tempo ou lugar distante.
Observe que o gaélico irlandês, além de registrar desde as fases mais antigas de sua literatura termos que designam o Outro Mundo, também possui palavras que descrevem o que se passa quando a alma ainda ligada a um veículo físico para lá se dirige, termos esses que não encontram um correspondente perfeito em nossa língua ou mesmo na dos seus vizinhos britânicos. Coincidência ou não, esses vocábulos começam com o som /i/.
Por exemplo:
- IDIRCHEO (literalmente, significa “no meio das névoas”): área de liminalidade sobreposta entre an Domhan-so (o mundo físico) e an Saol Eile (o Outro Mundo);
- IDIRCHRIAN (“no meio da distância”): tempo ou lugar muito distante;
- IDIRCHRIOS (“cinturão intermediário”): área transicional;
- ILOIREADAS: não ocorrência de geografia e tempo entre os mundos;
- ILSAOLTACTÍOCHT: (prática de) múltiplas realidades.
Ora, na escrita ogâmica, o /i/ é iodhadh, o teixo, que representa a morte, ou seja a passagem entre este mundo e o Outro. As figuras mitológicas que lhe estão associadas são Caílte, Oisín e Tuan Mac Cairell. Caílte e Oisín,
guerreiros fenianos e poetas, foram para o Outro Mundo ainda vivos e lá permaneceram por séculos, retornando à Irlanda somente depois da cristianização e conta a lenda que foram ambos ouvidos pelo evangelizador São Patrício. Tuan é um druida primordial, o único sobre vivente de uma peste que dizimou a raça de Partholon, o primeiro povo a invadir a Irlanda. Durante muitos séculos, ele viveu sob várias formas. O "Lebor Gabala Erenn" ("Livro das Conquistas da Irlanda") diz: "Aqui estão suas formas, 300 anos sob a forma de homem; 300 sob a forma de boi selvagem; 200 sob a forma de javali; 300 sob a forma de pássaro; 100 sob a forma de salmão. Um pescador o pegou com seu anzol e o levou à rainha, mulher de Muiredach Muinderg. Ele foi consumido e ela concebeu Tuan". Tuan foi testemunha de toda a história da Irlanda, que ele recordou e narrou a São Columba no séc. VI da Era Cristã. Assim a letra /i/ envolve poesia, viagens ao Outro Mundo, metamorfose e morte.
Feita essa digressão, passemos a outro ponto.
Há mil e quatrocentos anos, quando Guaire era o rei supremo da Irlanda, ele desafiou seu ollamh (chefe dos filidh, os poetas sagrados), Senchan Torpeist, a recitar o melhor de todos os poemas épicos irlandeses, o "Tain Bo Cuailgne".
Senchan teve de admitir, envergonhado, que sabia somente uns poucos
fragmentos do conto e que não conhecia ninguém que pudesse recitar mais do
que ele mesmo. Assim, perguntou qual de seus alunos estaria disposto a
tentar recuperar a história. Seu próprio filho, Muirgen, ofereceu-se, junto
com um jovem bardo chamado Eimena. Viajaram por todo o país em busca da saga perdida. Uma noite, eles estavam acampados junto a um lago em Connaught, onde havia um menir. Escute o relato:
"Vermelho e solene brilhava o amanhecer: Muirgen, de onde descansava,
observou esculpidas ao longo da borda do menir letras ogâmicas traçadas.
Disse: 'É como um monumento funerário e estas linhas sombrias encerram o
nome de algum valente guerreiro, pudesse eu ao menos decifrá-las
corretamente!' Com o indicador traçando letra após letra, sussurrando
suavemente o som de cada uma e logo entrelaçando som com som, os sinais
desse modo tomaram uma forma compreensível e, maravilhado, presa da
felicidade e do medo, Muirgen leu claramente: 'Fergus mac Roich jaz aqui'."
Ora, Fergus mac Roich era um dos principais protagonistas dos acontecimentos compilados no "Tain" e foi também seu suposto autor. Depois de descobrir sua pedra ogâmica, Muirgen pôde evocar o espírito de Fergus e este lhe contou a história inteira do "Tain", a qual Muirgen levou de volta a seu pai.
Um jovem fili, aprendiz da poesia sagrada, é capaz de chamar do além-túmulo
um espírito e com este aprender um poema épico inteiro. Se os antigos celtas
não estranhavam que um estudante pouco graduado fizesse isso, é provável
que esperassem bem mais de um druida experimentado.
E que os celtas buscavam a comunicação com os espíritos do Outro Mundo fica
também atestado pelo historiador grego Nicandro de Colófon (séc. II d. C.),
citado pelo cristão Tertuliano em seu "De Anima" (57, 10). A passagem diz:
"Em razão das visões nos sonhos diz-se com freqüência que os mortos
verdadeiramente vivem".
Os celtas passavam a noite perto das sepulturas de seus homens ilustres, ou seja, perto das sepulturas de personagens famosos (guerreiros, soberanos, sacerdotes, poetas, videntes ou outros) dormindo ou velando, à espera de uma visão ou de um sonho profético enviado pelo espírito da pessoa ali sepultada. Aliás, uma prática adotada pelos cristãos, com suas preces e vigílias junto aos restos mortais dos santos ("relíquias") guardados nas catedrais.
Portanto, a linguagem, a literatura irlandesa e o testemunho de autores não
célticos da Antiguidade confirmam os seguintes pontos: 1) sim, existe um
Outro Mundo distinto deste que os homens habitam; 2) sim, esse Outro Mundo
pode ser acessado pelos humanos; 3) sim, os seguidores do druidismo e o povo comum buscavam comunicar-se com as entidades desse Outro Mundo.
Devo esclarecer que, ao mencionar "comunicação com os espíritos do Outro
Mundo", não estou me referindo a nada como, digamos, uma sessão espírita,
conquanto seja esse um método válido. Refiro-me antes aos rituais próprios
de Samhain e Beltane, às invocações aos ancestrais que são feitas antes de
cada rito, às práticas oraculares, às orações, ao sonho, às visões, ao
transe e ao poder da Awen, que abre a mente e coloca-nos em contato direto
com o Outro Mundo. E, ao mencionar "Outro Mundo", não cometo o medieval erro cristão de localizá-lo fisicamente neste ou naquele lugar. O Outro Mundo é a matriz do mundo físico, a raiz de todas as coisas, assim como os Ancestrais
são nossas raízes. O Outro Mundo envolve e permeia o mundo físico, molda-o e o mantém da forma como é.
Qual a relação entre o Outro Mundo e o mundo material? A mesma relação que
há entre o rosto e seu reflexo no espelho.
A lagoa reflete o céu diurno e suas nuvens, o céu noturno e suas estrelas.
Se não há vento, o reflexo é nítido, límpido. Se o vento sopra, alternando
seu hálito de um lado para outro, a água se agita e o reflexo torna-se
distorcido e quase irreconhecível. Quando for possível controlar o vento,
veremos o reflexo perfeito. Ou, ao menos, o mais perfeito reflexo possível.
Bençãos de Iluminação,
Bellovessos



A visão de renascimento no druidismo 

Os celtas não temiam a morte, uma vez que para eles, esta era apenas uma pausa na espiral da vida (o tempo para eles não era linear, mas circular), um momento de preparo e descanso para um posterior renascimento. Essa crença era também baseada na observação da Natureza, onde o inverno seria o período de recolhimento e descanso para possibilitar a chegada da primavera com vigor e fertilidade. Também temos aí um paralelo com o ciclo do dia: o dia “morre” ao pôr-do-Sol, segue-se um período de descanso na noite para depois o dia renascer pleno ao nascer do Sol.
No druidismo antigo e moderno, portanto, existe a crença no retorno da alma (ou espírito, aqui não há diferença entre esses dois conceitos), que pode viver várias vidas terrenas. O que vai determinar quantas vidas viveremos e de que forma? Não há um julgamento moral quando alguém morre. A percepção, o desejo e a necessidade da alma são os fatores determinantes de como se dará a continuidade da vida. O druida Bellovesos nos explica:

"As condições do renascimento são determinadas por afinidades, necessidades e conveniência da alma que vai renascer. Depois de deixar este mundo, a alma faz uma viagem. Atravessa diversas etapas, recapitulando experiências, fazendo reflexões, abandonando aquilo que lhe pesa, observando o melhor e aprendendo a desejá-lo. Isso demanda um certo tempo. Ao atingir o fim da jornada, a alma encontra o lugar do repouso perfeito, de acordo com os seus desejos. Porém, se ainda sentir “saudades”, pode retornar."

Algumas almas podem decidir não retornar. Para exemplificar isso, vou fazer alusão à criação maravilhosa de Tolkien, "O Senhor dos Anéis". Quando os elfos decidem abandonar a Terra-Média para viver a eternidade em Valinor, levando com eles alguns hobbits escolhidos, é um paralelo da alma que decidiu não mais retornar, mas viver a eternidade no Outro Mundo, o mundo dos ancestrais e dos deuses. Os hobbits não foram escolhidos ao acaso: são aqueles que carregaram um fardo muito pesado (o Um Anel) e que superaram esse fardo, portanto merecem desfrutar do descanso e da cura no mundo perfeito de Valinor.

Algumas almas, no entanto, não se sentem compelidas a viver para sempre no Outro Mundo e, como possuem livre-arbítrio, podem retornar. Se sentirem uma necessidade íntima de voltar a habitar a matéria, uma inquietação que as compelem às terras mortais, nada as impedirá.
Importante ressaltar que o conceito de renascimento no druidismo é diferente do conceito de renascimento difundido por diversas correntes espiritualistas (que inclusive usam mais a palavra reencarnação). Novamente faço uso das palavras do druida Bellovesos para complementar essa idéia:
"Esta é a diferença entre o renascimento céltico e, digamos, o espírita: no primeiro não há uma ênfase na necessidade de fazer reparações. O importante é a vontade de voltar para realizar outras coisas, provar a própria força, passar por novas experiências, aprender mais. A alma é impulsionada à frente pelo desejo."

Na visão dos espíritas/espiritualistas, a alma estaria atrelada a diversos parâmetros para voltar a nascer e a diversos parâmetros de como voltar a nascer, todos baseados em julgamentos morais, em pecados, ações boas ou más ou, resumindo, ao chamado karma. As almas também estariam compulsoriamente reencarnando em busca de uma evolução espiritual, e as diversas reencarnações ocorreriam como uma obrigatoriedade para se tornar um ser mais evoluído e, depois de muitas vidas, alcançar a perfeição. Esses conceitos não existem para a mente celta e, conseqüentemente, não existem no druidismo. Para os druidas, Natureza por si só já é perfeita e fazem parte delas todos os seres visíveis e invisíveis, perfeitos em si mesmos.

Na concepção celta há um eterno intercâmbio de almas entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, ou Outro Mundo. O conto de Peredur ab Efrawc (do "Mabinogion", coleção de mitos celtas do país de gales) é uma metáfora para esse intercâmbio de almas entre os mundos:

Um dia, quando cavalgava, Peredur viu dois rebanhos de ovelhas, que pastavam nas margens de um rio. O rebanho de uma das margens era branco e o rebanho do outro lado do rio era preto. Quando uma ovelha branca balia, uma preta atravessava o rio e aparecia branca do outro lado. Quando uma ovelha preta balia, uma branca atravessava o rio e saía preta do outro lado.
Quando uma alma morre aqui, ela nasce no Outro Mundo. Quando uma alma nasce aqui, é porque morreu no Outro Mundo; é a lei do equilíbrio entre os mundos que vemos exemplificada nesse mito celta.
Andréa Éire
"O grande aprendizado humano é entender o destino: ele é dinâmico, incontrolável e irreversível."

“Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas. E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras."

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

“Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino.”

MAHATMA GANDHI

EU SOU A DEUSA,
EU SOU A BRUXA,
EU SOU AQUELA QUE ILUMINA E PROTEGE.
O PODER DA GRANDE MÃE ESTÁ DENTRO DE MIM.
QUE A GRANDE MÃE, A SENHORA DO NORTE,
ENCHA DE FRUTOS A ÁRVORE DA MINHA VIDA.
GRANDE DEUSA QUE HABITA O MEU SER!
SANTIFICA CADA PALAVRA MINHA E CADA ATO MEU.
AFASTA CADA SOMBRA DA MINHA VIDA,
ILUMINA TODAS AS MINHAS ESTAÇÕES, FAÇA-ME FORTE NA DOR,
FAÇA-ME BELA NO AMOR.
QUE TEU NOME E TEU PODER .
SEJAM O MEU NOME E MEU PODER.
QUE ASSIM SEJA E ASSIM SE FAÇA.


(desconheço a autoria)

NOSSO CALENDÁRIO

Data dos Sabbats no Hemisfério Norte

* Imbolc 1 de Fevereiro
* Ostara 21 a 23 de Março (Equinócio)
* Beltane 1 de Maio
* Litha 21 a 23 de Junho (Solstício)
* Lammas 1 de Agosto
* Mabon 21 a 23 de Setembro (Equinócio)
* Samhain 31 de Outubro
* Yule 21 a 23 de Dezembro (Solstício)

Data dos Sabbats no Hemisfério Sul

* Lammas 1 de Fevereiro
* Mabon 21 a 23 de Março (Equinócio)
* Samhain 1 de Maio
* Yule 21 a 23 de Junho (Solstício)
* Imbolc 30 de Julho
* Ostara 21 a 23 de Setembro (Equinócio)
* Beltane 31 de Outubro
* Litha 21 a 23 de Dezembro (Solstício)

"A mulher despertada para a sua Deusa interior, caminha serenamente entre a dor e as verdades da alma, consciente da meta estabelecida e da plenitude a ser alcançada."

Lya Luft

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.

Aprendemos a amar ...

Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, a amar o que nos foi dado, pois tudo o que relamente é nosso, nunca se vai para sempre.
(Bob Marley)

A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico...Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não possa devanear e ser empolgado por esse encantamento não passa, em verdade, de um morto."

Albert Einstein

"O movimento absoluto da vida é o resultado perpétuo de duas tendências contrárias que nunca serão opostas." Eliphas Levy
"A razão e a fé se excluem mutuamente pelas suas naturezas e se unem pela analogia. A analogia é o único mediador possível entre o visível e o invisível; ela é a chave de todos os segredos da natureza e a única razão de ser de todas as revelações. Para o ignorante, a hipótese é a afirmação absoluta e a afirmação absoluta é a hipótese."
Eliphas Levy
"A morte é um fantasma da ignorância - ela não existe. Tudo é vivo em a natureza; e é porque tudo é vivo que tudo se move e muda incessantemente de formas." Eliphas Levy

"A vida não dá e nem empresta, não se comove e nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.”

Albert Einstein

"A Grande Obra é, antes de tudo, a criação do homem por si mesmo, isto é, a conquista plena e total que faz das suas faculdades e do seu futuro; é, principalmente, a emancipação perfeita da sua vontade..."
Eliphas Levy

"A última vitória que o homem pode obter sobre a morte é triunfar do gosto da vida, não pelo desespero mas por uma esperança maior ... por tudo que é belo, honesto ... Aprender a vencer-se é, pois, aprender a viver ... Todo homem que está pronto para morrer ... é imortal na sua alma..."
Eliphas Levy
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"Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado."
Albert Einstein

"Toda intenção que não se manifesta por atos é uma intenção vã, e a palavra que a exprime é uma palavra ociosa.
É a ação que prova a vida, e é também a ação que prova e demonstra a vontade.
Por isto está escrito nos livros simbólicos e sagrados, que os homens serão julgados, não conforme seus pensamentos e suas idéias, mas sgundo suas obras.
Para ser é preciso fazer..." Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia

"Começa por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estarás a fazer o impossível."
São Francisco de Assis
"Todo poder que não dá razão a si mesmo e que pesa sobre as liberdades, sem lhes dar garantias, é somente um poder cego e transitório; a autoridade verdadeira e duradoura é a que se apóia na liberdade, dando-lhe, ao mesmo tempo, uma regra e um freio."
Eliphas Levy

“Eu levanto-me hoje
Pelo poder do Céu:
A luz do Sol,
O brilho da Lua,
O esplendor do Fogo,
A rapidez do Raio,
A doçura do Vento,
A fundura do Mar,
A segurança da Terra,
A firmeza da Rocha.”

"Será que anjos existem? Acho que sim.

“Anjos que com belas palavras te farão esquecer dias infaustos de dor... que contigo compartilham tristezas, alegrias...

E quando a ajuda é recebida... Quando a ferida é fechada... Eles se vão... E tornam ao céu... A bater as suas asas no infinito das estrelas.

O anjos existem ? Claro que existem. Existem aqueles que estão pertinho de nós e que nos deitam a mão, que nos dão um sorriso, um abraço, que nos dizem uma palavra de carinho e de incentivo e existem os outros, que nós não vemos, mas que sabemos que eles estão lá… aqueles que acima de tudo...resgatam o nosso sorriso quando mais precisamos...”

"... Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!"

Apesar de cultuar as forças da Natureza e a Religião antiga, transcrevo neste blog trechos de trabalhos de Eliphas Levy, Hermes Trismegistus, John Dee, Edward Kelley , Allan Kardec, Chico Xavier, Madre Teresa, São Francisco de Assis, Ghandi, por admiração ao seu trabalho.

Meu profundo respeito a todas as escolas,

(¯`·._.·Meiroca·._.·´¯)