"Foge portanto daqueles que te querem convencer que o sofrimento voluntário, cego ou passivo, que a subjugação da liberdade da tua consciência a outra, que a negativização da tua aura, é O Caminho. ... Tu és o Teu Próprio Caminho. ... Por isto está escrito: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos fará livres. Este mundo não é um antro de demônios expiando seus pecados; este mundo é um dossel de Deuses que dormem, e dormindo, sonham."

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"Olhe
mas não toque.
Toque
mas não prove.
Prove
mas não engula."

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein

"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."

Albert Einstein

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."

Albert Einstein

"A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte."

Albert Einstein

"Existem apenas duas maneiras de ver a vida; Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre."

Albert Einstein

"Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz."

Albert Einstein

"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."

Albert Einstein

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada."

Albert Einstein

"A luz só, sem sombra, seria invisivel para nossos olhos e produziria um deslumbramento equivalente às mais profundas trevas." Eliphas Lévi

"Deus chama-se verdade, e nele a sombra e a luz fizeram um. Aquele que conhece isto não mente nunca, porque se ele quiser mentir, ele fez de sua mentira uma verdade." livro Oupnek´hat, livro mágico dos Brahmas

"Deus: Eu sou a alma universal, em mim estão o bem e o mal que se corrigem um pelo outro. Aquele que sabe disto, não será nunca um pecador; ele é universal como eu."

"Eu não tenho medo senão dos que temem o diabo" Santa Teresa

"O que é superior é como o que é inferior e o que está em baixo o que está em cima para formar as maravilhas da coisa única." Grande Hierofante Egicio (principio Hermético)

Eliphas Levi


Eliphas Lévi, nome de baptismo Alphonse Louis Constant, (8 de fevereiro de 1810 – 31 de Maio de 1875) foi um escritor francês, e ocultista.

O seu pseudónimo "Eliphas Lévi," sob o qual ele publicava seus livros, resultou da tradução o seu nome "Alphonse Louis" para a língua hebraica.

Filho de um sapateiro, demonstrou grande inteligência, e aos dez anos de idade foi educado no presbitério da Igreja de Saint-Louis em L´lle onde aprendeu o catolicismo. De lá foi encaminhado aos quinze anos de idade para o seminário de Saint-Nicolas du Chardonnet onde realizou os estudos preparatórios. Em 1830 foi transferido para o seminário de Issy para estudar filosofia. E em 1832 ingressou no seminário de Saint-Sulpice para estudar teologia.

Foi ordenado diácono em 1835. Teria sido ordenado sacerdote, não tivesse confessado o amor por Adelle Allenbach, que ele havia realizado a primeira comunhão.


Obras
• Dogma e Ritual da Alta Magia –
• História da Magia
• A Chave dos Grandes Mistérios –
• A Ciência dos Espíritos –
• As Origens da Cabala
• Os Mistérios da Cabala
• Curso de Filosofia Oculta
• Fábulas e Símbolos
• O Livro dos Sábios -
• O Grande Arcano –
• Os paradoxos da Sabedoria Oculta

Nascido em Paris, filho de uma família de tradição católica e recursos limitados, seu verdadeiro nome era Alphonse-Louis Constant. "Éliphas Lévi Zahed" é tradução hebraica do seu nome. Dizem que viveu uma infancia feliz, embora, não tivesse muitos amigos e só pensasse em namorar. Entretanto, aos doze anos fez sua primeira comunhão, trocando seu enorme anseio de amar pelo amor a Jesus. Segundo suas próprias palavras: "Meu coração se encheu de paixão por Jesus, que se sacrificou pela humanidade… A imagem de Jesus me fazia derramar lágrimas, e o nome de Maria fazia meu coração disparar.."

Aos dez anos ingressou na comunidade do presbitério da Igreja de Saint-Louis, em L´lle, onde aprendeu o catecismo sob a direção do abade Hubault, que costumava selecionar os garotos que demonstravam algum pendor para a carreira eclesiástica. Éliphas acabou encaminhado por ele ao seminário de Saint-Nicolas du Chardonnet, para concluir os estudos preparatórios. No seminário, teve a oportunidade de aprofundar-se nos estudos lingüisticos e aos dezoito anos já era capaz de ler a bíblia em seu texto original.

Mais tarde, foi transferido para o seminário de Issy para cursar Filosofia e dois anos depois, ingressou em Saint-Sulpice para o curso de Teologia.

Faltava um ano para ser ordenado sacerdote, quando tomou consciência de que seu amor carnal falava mais alto do que o amor ao Cordeiro e Maria…

Ainda assim, foi um estudante destacado. Chegou a receber as ordens eclesiásticas menores, tornando-se diácono. Contudo, acabou sendo obrigado a abandonar os estudos religiosos, por conta de sua ideologia política e da intemperança carnal… Fora designado catequista de garotas, atividade,sem dúvida muito agradável,embora tenha contribuído para podar de vez suas aspirações sacerdotais…

Após 15 anos de estudos, Éliphas deixou o Saint Sulpice para ingressar na Vida. Tinha então vinte e seis anos e sua mãe, ao saber da sua "deserção sacerdotal", suicidou-se.

Abalado, sem experiência do mundo, enfrentando sérias dificuldades para encontrar um emprego, dificuldades estas, agravadas pelo boato de sua expulsão do seminário. Chegou a percorrer o interior da França, trabalhando em um circo. De volta a Paris, arrumou alguns trabalhos como pintor e jornalista. Fundou, com seu amigo Henri-Alphonse Esquirros, uma revista denominada "As Belas Mulheres de Paris", na qual trabalhou como desenhista e pintor, enquanto Esquirros fazia as vezes de redator.

Mas, apesar desta, digamos, "contingência forçada pelo instinto de sobrevivência" Éliphas não perdeu sua inclinação natural para a vida religiosa. Afastou-se de Esquirros e partiu, em 1839, para o convento de Solesmes, dirigido por um abade rebelde. Isso realmente mudou sua vida. Em Solesmes, Lévi encontrou uma biblioteca grande e preciosa, iniciando-se na leitura dos antigos Padres da Igreja, dos Gnósticos e de alguns livros ocultistas, principalmente, os de Madame Guyon, que acabaram por influenciá-lo mais do que se imagina, principalmente o "Spiridion".

Ao deixar Solesmes, porém, foi obrigado a pular de emprego em emprego, sempre atormentado pelo clero católico, que via nele um apóstata. Foi então que escreveu sua Bíblia da Liberdade. Essa publicação custou-lhe oito meses de prisão e 300 francos de multa. Foi acusado de profanar a religião, atentar contra as bases da sociedade e de propagar ódio e insubordinação.

Mais ou menos nesta altura conheceu os escritos de Swedenborg e parece que não os apreciou grande coisa…

Após Swedenborg, porém, tomou ciência dos grandes magos medievais, que o lançaram definitivamente no caminho do oculto: Guillaume Postel, Raymond Lulle e Agrippa. Assim em 1845, aos trinta e cinco anos de idade, escreveu sua primeira obra ocultista, "O livro das Lágrimas ou o Cristo Consolador".

Sua obra difunde o conceito de que o Homem é um microcosmo, síntese de todo o universo e que todas as coisas no cosmo estão ligadas por uma rede invisível de correspondências interiores. Publicou grande número de livros que até hoje são considerados fundamentais, mesmo pelos ocultistas modernos. Entre estes podemos citar: " Dogma e Ritual de Alta Magia”,

“História da Magia”,"Curso de Filosofia Oculta", "A Chave dos Grandes Mistérios", "A Ciencia dos "Espíritos", etc

Nos 20 anos seguintes, sua vida foi marcada por intensa atividade: converteu-se ao socialismo revolucionário, publicou textos anarquistas e foi preso por suas atividades políticas. Enquanto isso, ainda teve tempo para gerar um filho bastardo e acabou se casando com uma garota muito mais nova que ele. Não obstante, viveu uma intensa busca espiritual até 1854, quando já abandonado pela mulher, conheceu o messianista Hoene Wronski.

Contudo, uma das principais contribuições de Lévi ao ocultismo foi demonstrar a correspondência entre o Tarot e a Árvore da Vida da Cabalah judaica.

Aliester Crowley, que considerava a si mesmo como o maior mago do século XX, acreditava-se uma reencarnação de Lévi, conclusão à qual chegou, principalmente, por achar que suas idéias e tabulações cabalisticas eram multo semelhantes às do mago francês.

Bem… Isso não me parece razão suficiente para sustentar tal crença. Afinal, os livros de Lévi estão por aí e ao alcance de quem se dispuser a lê-los. Enfim…

Todavia, Éliphas Lévi deu novo impulso ao ocultismo de sua época, incentivando a nova geração a reviver a arcaica chama gnóstica, mas agora, tendo como aliados a Magia e a Cabalah cristã.

Quando jovem, Éliphas Lévi, sempre buscara uma causa e, como bem salienta sua biografia, inicialmente dedicou-se de corpo e alma ao catolicismo e, mais tarde, à política revolucionária.

Entretanto, apenas ao conhecer o místico polonês J. M Hoene-Wronski, Levi encontrou o desafio que consumiria o resto da sua vida: Tornar-se um Mago.

A existência de exilados políticos jamais foi um fenômeno novo na história da Polônia e isso também ocorreu no século XIX. Nessa época, muitos poloneses escolheram a França como pátria de adoção e, em Paris, alguns deles dedicaram-se, naturalmente, ao interessante exercício das conspirações políticas.. Nem todos, porém. Alguns refugiavam-se em sonhos místicos, como, por exemplo, os que consideravam a PoIônià uma "nação escolhida", cujos sofrimentos eram necessários para a redenção do resto da Europa.

Um dos mais excêntricos desses idealistas, talvez tenha sido tenha sido J. M. Haene-Wronski (1776-1853), o primeiro mestre ocultista a inspirar Alphonse-Louis Constant, nosso Éliphas Lévi.

Wronski, originalmente soldado profissional, abandonara a carreira militar para se dedicar à filosofia e à ciência e mudou-se para a França, onde ganhava a vida dando aulas particulares de Matemática.

Por volta de 1810, chegou à brilhante conclusão de que havia descoberto o Absoluto ou seja, que alcançara, pelo uso da razão, o perfeito entendimento da natureza essêncial da realidade e da verdade. Expressou seu suposto conhecimento por meio de fórmulas matemáticas, que se revelaram incompreensíveis não apenas para os leigos, como também para os especialistas.

Wronski, porém, estava tão convencido de sua própria genialidade que viajou até Londres para tentar obter privilégios e subvenções do Parlamento Britânico. Os ingleses mantiveram-se céticos, mas sua insistência foi de tal forma inoportuna, que levou um eminente matemático, membro da comissão científica conhecida como" Board of Longitude", a comentar que para o bem da ordem social, seria melhor que Wronski fosse dormir e não acordasse jamais…

Ainda havia muito preconceito em relação ao ocultismo, e, seria bem provável que a aversão do matemático ilustre por Wronski aumentasse em ordem geométrica, caso ele soubesse que o sábio polonês era um estudioso de doutrinas místicas, como o gnosticismo e a cabalah…

E pior… Estava convencido de que homens comuns poderiam, por meio de técnicas esotéricas, desenvolver poderes divinos.

Wronski e Eliphas Levi, então um jornalista pobre e desconhecido, conheceram-se em 1850 e, na altura, após a perda do credo católico dos seus anos verdes, desiludíra-se também com a política revolucionaria, que dantes substituira a fé em seu coração.

Entretanto, Lévi sempre fora um idealista, e justamente quando andava em busca de alguma nova nova crença que desse sentido à sua vida, Wronski lhe apresentou sua doutrina do Absoluto, a idéia de que a Polônia era “o Cristo da Europa”, suas interpretações da Cabalah e de outros sistemas místicos e, principalmente, a convicção de que os homens poderiam alcançar um estado divino pela prática da magia ritual.

 Séon de Salomão – (O Grande Símbolo de Salomão, gravura de Éliphas Lévi, Magia Transcendental, edição de 1896)



Lévi, tinha uma visão dualista do cosmo. Todas as manifestações do mundo visível, fossem qual fossem, mesmo sem qualquer nexo aparente, eram, apenas e tão somente, a conseqüencia visível de um eterno jogo, cujos elementos resultavam da interação de polaridades: luz e trevas, mente e matéria, o bem e o mal, o objetivo e o subjetivo.

Como símbolo desta idéia, ele desenhou esta curiosa versão antropomórfica do "Seon de Salomão, hexagrama através do qual, Salomão, conforme reza a lenda judaica, podia controlar as legiões de demônios que mantinha a seu serviço.

Fascinado também pelas idéias do polonês Wronski, Éliphas Lévi mergulhou de modo obsessivo no estudo de todas as ciências ocultas: alquimia, quiromancia,fisiognomia, cartomancia,magia ritual, feitiçaria pura e simples, astrologia e quejandos.

Vasculhando as inúmeras bibliotecas de Paris em busca de grimórios e códices esotéricos, leu, com voracidade, uma enorme quantidade de textos, os mais variados possíveis e das mais variadas procedencias.

Mas sua busca não parou por aí: perdeu horas e horas do seu tempo em companhia de" videntes", "adivinhos"," magos" "profetas" e desocupados amalucados de todo tipo, sempre na esperança de extrair alguma sabedoria dessas longas (e na maioria das vezes inúteis) conversas.

Uma das conclusões a que chegou, depois de toda essa pesquisa, foi a de que os antigos textos de alquimia e magia haviam sido escritos num código simbólico, e, que se conseguisse decifrá-lo, desvendaria os segredos fundamentais do Universo. Com isso, ele se tornaria o guardião de verdades espirituais muito mais importantes do que as descobertas e interpretações de seu mestre Wronski.

Wronski morreu em 1853 e, embora lamentando o desaparecimento do amigo que lhe abrira os olhos para o ocultismo, Lévi não ficou tão profundamente abalado assim…. Nessa época, achava que já tinha superado o Mestre e sentia-se pronto para receber grandes revelações espirituais. Em 1854, um ano após a morte de Wronski, Éliphas viajou à Londres, onde se encontrou com inúmeros ocultistas ingleses, que lhe pediram revelações e prodígios. Longe de querer (ou poder) iniciá-los na magia cerimonial, isolou-se no estudo da Alta Cabala.

Havia um, contudo, que se tornou seu grande amigo: Bulwer Lytton, autor de Zanoni, Os Últimos Dias de Pompéia, A Raça Futura, etc.

Um ano mais tarde, considerou que suas pesquisas haviam avançado o suficiente para que pudesse realizar um experimento mágico de verdade, neste caso, fazer com que o espírito de Apolônio de Tiana, filósofo e taumaturgo do século I, se manifestasse de forma visível.

Segundo relato do próprio Lévi, o ritual de evocação foi precedido por três semanas de preparação e purificaçào, durante as quais ele se alimentou apenas frugalmente, isolou-se e absteve-se do sexo.Enquanto se preparava, tratou de entabular longas conversas imaginárias com o sábio em questão…Resumindo, Lévi "impregnou-se" de Apolônio até à medula….

Terminado o período probatório e preparatório, envergou seu traje cerimonial branco, colocou na cabeça uma tiara de verbena entrelaçada a uma corrente dourada, e deu início à cerimônia, queimando pedaços de carvão vegetal colocados em dois pratos de cobre. Em seguida, queimou vários tipos de incenso, pois a espessa fumaça era necessária a fim de que o espírito do filósofo pudesse "criar um suporte material" para se manifestar. Como ele próprio conta, ao começar a recitar as palavras mágicas do ritual:

“a fumaça se dispersou, flutuando acima do altar. Coloquei então, mais carvão e perfume nos pratos incandescentes e em seguida, na frente do altar, distingui claramente a figura de um homem de estatura acima da média, envolto da cabeça aos pés numa mortalha. Senti um frio extraordinário e, quando tentei falar com o espírito, nenhum som saiu-me da boca. Apontei então minha espada mágica para a figura e ordenei-lhe, em pensamento, que me obedecesse. O fantasma tornou-se difuso e desapareceu de repente. Quando ordenei que retornasse, percebi alguém respirando a meu lado e alguma coisa tocou-me a mão com que eu segurava a espada. No mesmo instante, meu braço paralisou-se e conclui que, por alguma razão, a espada desagradava ao espírito e voltei sua ponta para o chão, perto de mim e já no interior do círculo. Senti uma grande fraqueza em todos os membros do corpo, e uma sensação de que iria perder os sentidos tomou conta de mim, obrigando-me a sentar. Cai em profunda letargia, embora, povoada por sonhos, mas dos quais tive apenas uma lembrança confusa, quando recobrei a consciência."

Lévi planejara fazer duas perguntas ao espírito, uma em nome de certo amigo e outra em seu próprio. Embora o espírito de Apolônio não lhe tivesse dirigido a palavra, as respostas às duas questões vieram-lhe à mente. Para o amigo interessado na saúde de alguém, a resposta foi "morte". Para a sua própria pergunta (não registrada), o vaticínio também não foi nada agradável. Talvez Aplônio não simpatizasse com Lévi…

Nos dias seguintes, Lévi ainda conseguiu que Apolônio se manifestasse mais duas vezes.

Em cada uma delas, o sábio tornou-se visível e transmitiu-lhe ensinamentos profundos em resposta às suas questões filosóficas, igualmente complexas. Talvez em função de critérios esotéricos ocultos, a formulação exata das perguntas e respostas não foi registrada por Lévi, tornando-se impossível avaliar a veracidade de suas alegações.

Uma delas é a de que Apolônio lhe teria transmitido segredos de tal ordem, que poderiam mudar, em pouco tempo, os fundamentos e as leis da sociedade em geral, caso fossem do conhecimento de todos.

Por outro lado, Lévi desaconselha a seus leitores experiências semelhantes:" Considero esse tipo de experiência destrutivo e perigoso. Recomendo o maior cuidado àqueles que decidirem realizá-las, pois provocam enorme esgotamento físico e mental e, muitas vezes, um choque capaz de desequilibrar para sempre a saúde do indivíduo. Sobretudo se o curioso em questão for de indole superficial ou pessoa espiritual e psicologicamente despreparada, ultrapassar os limites da razão pode se revelar uma experiência insuportável." E fatal…



Algum tempo depois de "invocar" o espírito de Apolônio, Lévi publicou" Dogma da Alta Magia" e, em sua sequência, o "Ritual da Alta Magia", vindo a lume pouco mais tarde. Muitos leitores reclamaram, pois Lévi, embora apresentasse instruções precisas, principalmente sobre a Magia Cerimonial, não o fazia de forma acessível a todos. Propositalmente ou não, "velava" mais do que "descobria".Havia repetições, aparentemente, sem maiores utilidades E deixava lacunas importantes. Aliás, montes delas…

Meu exemplar, por exemplo, comprado aqui no Brasil, engloba estas duas obras e alguns dos erros que observei chegam a ser bem grosseiros… Problemas com o tradutor? Talvez…


No passado chegaram mesmo a inspirar (e mui seriamente), outros ocultistas famosos, desde o controvertido Aleister Croley à enigmática Madame Blavatski. Aliás, Blavatski que em seus livros, geralmente, "desancava" sem dó os colegas ocultistas, ao se reportar a Lévi (o que acontece seguidamente) suas referências, em geral, são elogiosas e, se por acaso, discorda dele em algum ponto, fato raro, ela o faz de forma bastante delicada e sutil…

De acordo com Lévi, três dogmas fundamentais da Alta Magia, por si só, explicam todos os fenômenos da existência. Aliás, Lévi deixa bem claro seu conceito de sobrenatural. "O sobrenatural, se acontecer será algo gravíssimo e realmente demoníaco" pois seria como "subverter" a Natureza, já que a verdadeira Magia é pró Natura, portanto inteiramente "natural…

O primeiro é o dogma da correspondência, uma idéia já presente na Antiguidade: "Assim como é em cima, assim é embaixo". De acordo com essa visão, o Homem é microcosmo, um pequeno universo que reflete, em miniatura, o macrocosmo, ou o grande Universo do qual todos fazemos parte. Cada fenômeno do universo tem seu reflexo correspondente na alma e, com práticas ocultistas, o mago pode transformar o mundo exterior por meio de intervenções no pequeno mundo interior.

O elo de ligação entre estas duas esferas, a grande e a pequena, seria a luz astral, substância invisível, assim chamada por falta de nome mais específico, que é onipresente e cuja existência fundamenta o segundo dogma de Lévi. A Luz Astral relaciona-se intimamente com a matéria, pois cada objeto físico possuiria um "duplo astral", de certa forma, ligado ao seu seu correlato material. Lévi acreditava (assim como várias outras vertentes do ocultismo) que seria o mundo material a refletir o Astral, e não o contrário. E seria por conta disso, que a manipulação da Luz Astral, permitiria ao magista influenciar tanto o universo físico, como até mesmo interferir na vida pessoal (ou nas percepções) de seus semelhantes.

Tal controle poderia ser alcançado, por qualquer indivíduo, mediante treinamento intensivo da imaginação e da vontade. Este é o terceiro dogma fundamental de Lévi, que afirma que:" a vontade e a imaginação constituem forças naturais poderosíssimas que adequadamente compreendidas e utilizadas, literalmente "moveriam montanhas…"

Infelizmente, as teorias de Levi não fizeram grande sucesso durante sua vida. Seus livros vendiam pouco, fato que o obrigava a dar aulas de ocultismo para sobreviver.

Além disso, também enfrentou o descrédito de grande parte dos contemporâneos, que o consideravam além de charlatão, uma criatura amalucada. Pior que isso: consideravam-no exibicionista e sensacionalista. Ainda assim, mesmo em vida teve discípulos fieis. Não muitos, mas os teve…


Entretanto, acreditando ou não em seus escritos, jamais deixei de crer em seu idealismo.


Éliphas levava uma vida bastante simples. Suas regras eram: "grande calma de espírito, asseio corporal, temperatura sempre igual, de preferência um pouco mais fria do que quente, uma habitação arejada e bem seca, onde nada lembre as necessidades grosseiras da vida, refeições regulares e proporcionais ao apetite, que deverá ficar satisfeito e não excitado. Deixar o trabalho antes do cansaço, praticar exercícios moderados e regulados e jamais aquecer-se ou excitar-se à noite, para que a maior calma preceda o sono. Com uma vida regulada assim, pode-se prevenir todas as doenças, que se apresentam sempre sob a forma de indisposições, fáceis de combater com remédios simples e brandos… uma xícara de vinho quente para o enfraquecimento e o resfriado, alguns copos de hidromel! como purgativo, infusão de borragem e leite para a gripe, muita paciência e alegria farão o resto".

Muitas vezes foi acusado de não entender, ou mesmo "distorcer" a Tradição Mística do Ocidente.

Lévi certamente foi uma pessoa crédula, ou não levaria grimórios medievais tão a sério. Afinal, os tempos eram outros… Aliás, Lévi foi acusado também de selecionár os ditos grimórios de acordo com suas próprias conveniências e já com algumas, digamos, "correções basicas" de sua própria lavra…

Suas descrições dos rituais e procedimentos para invocar demônios são hilariantes, mas se até hoje existe gente que os toma ao pé da letra.

Como culpá-lo?
"O grande aprendizado humano é entender o destino: ele é dinâmico, incontrolável e irreversível."

“Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas. E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras."

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

“Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino.”

MAHATMA GANDHI

EU SOU A DEUSA,
EU SOU A BRUXA,
EU SOU AQUELA QUE ILUMINA E PROTEGE.
O PODER DA GRANDE MÃE ESTÁ DENTRO DE MIM.
QUE A GRANDE MÃE, A SENHORA DO NORTE,
ENCHA DE FRUTOS A ÁRVORE DA MINHA VIDA.
GRANDE DEUSA QUE HABITA O MEU SER!
SANTIFICA CADA PALAVRA MINHA E CADA ATO MEU.
AFASTA CADA SOMBRA DA MINHA VIDA,
ILUMINA TODAS AS MINHAS ESTAÇÕES, FAÇA-ME FORTE NA DOR,
FAÇA-ME BELA NO AMOR.
QUE TEU NOME E TEU PODER .
SEJAM O MEU NOME E MEU PODER.
QUE ASSIM SEJA E ASSIM SE FAÇA.


(desconheço a autoria)

NOSSO CALENDÁRIO

Data dos Sabbats no Hemisfério Norte

* Imbolc 1 de Fevereiro
* Ostara 21 a 23 de Março (Equinócio)
* Beltane 1 de Maio
* Litha 21 a 23 de Junho (Solstício)
* Lammas 1 de Agosto
* Mabon 21 a 23 de Setembro (Equinócio)
* Samhain 31 de Outubro
* Yule 21 a 23 de Dezembro (Solstício)

Data dos Sabbats no Hemisfério Sul

* Lammas 1 de Fevereiro
* Mabon 21 a 23 de Março (Equinócio)
* Samhain 1 de Maio
* Yule 21 a 23 de Junho (Solstício)
* Imbolc 30 de Julho
* Ostara 21 a 23 de Setembro (Equinócio)
* Beltane 31 de Outubro
* Litha 21 a 23 de Dezembro (Solstício)

"A mulher despertada para a sua Deusa interior, caminha serenamente entre a dor e as verdades da alma, consciente da meta estabelecida e da plenitude a ser alcançada."

Lya Luft

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.

Aprendemos a amar ...

Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, a amar o que nos foi dado, pois tudo o que relamente é nosso, nunca se vai para sempre.
(Bob Marley)

A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico...Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não possa devanear e ser empolgado por esse encantamento não passa, em verdade, de um morto."

Albert Einstein

"O movimento absoluto da vida é o resultado perpétuo de duas tendências contrárias que nunca serão opostas." Eliphas Levy
"A razão e a fé se excluem mutuamente pelas suas naturezas e se unem pela analogia. A analogia é o único mediador possível entre o visível e o invisível; ela é a chave de todos os segredos da natureza e a única razão de ser de todas as revelações. Para o ignorante, a hipótese é a afirmação absoluta e a afirmação absoluta é a hipótese."
Eliphas Levy
"A morte é um fantasma da ignorância - ela não existe. Tudo é vivo em a natureza; e é porque tudo é vivo que tudo se move e muda incessantemente de formas." Eliphas Levy

"A vida não dá e nem empresta, não se comove e nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.”

Albert Einstein

"A Grande Obra é, antes de tudo, a criação do homem por si mesmo, isto é, a conquista plena e total que faz das suas faculdades e do seu futuro; é, principalmente, a emancipação perfeita da sua vontade..."
Eliphas Levy

"A última vitória que o homem pode obter sobre a morte é triunfar do gosto da vida, não pelo desespero mas por uma esperança maior ... por tudo que é belo, honesto ... Aprender a vencer-se é, pois, aprender a viver ... Todo homem que está pronto para morrer ... é imortal na sua alma..."
Eliphas Levy
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"Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado."
Albert Einstein

"Toda intenção que não se manifesta por atos é uma intenção vã, e a palavra que a exprime é uma palavra ociosa.
É a ação que prova a vida, e é também a ação que prova e demonstra a vontade.
Por isto está escrito nos livros simbólicos e sagrados, que os homens serão julgados, não conforme seus pensamentos e suas idéias, mas sgundo suas obras.
Para ser é preciso fazer..." Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia

"Começa por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estarás a fazer o impossível."
São Francisco de Assis
"Todo poder que não dá razão a si mesmo e que pesa sobre as liberdades, sem lhes dar garantias, é somente um poder cego e transitório; a autoridade verdadeira e duradoura é a que se apóia na liberdade, dando-lhe, ao mesmo tempo, uma regra e um freio."
Eliphas Levy

“Eu levanto-me hoje
Pelo poder do Céu:
A luz do Sol,
O brilho da Lua,
O esplendor do Fogo,
A rapidez do Raio,
A doçura do Vento,
A fundura do Mar,
A segurança da Terra,
A firmeza da Rocha.”

"Será que anjos existem? Acho que sim.

“Anjos que com belas palavras te farão esquecer dias infaustos de dor... que contigo compartilham tristezas, alegrias...

E quando a ajuda é recebida... Quando a ferida é fechada... Eles se vão... E tornam ao céu... A bater as suas asas no infinito das estrelas.

O anjos existem ? Claro que existem. Existem aqueles que estão pertinho de nós e que nos deitam a mão, que nos dão um sorriso, um abraço, que nos dizem uma palavra de carinho e de incentivo e existem os outros, que nós não vemos, mas que sabemos que eles estão lá… aqueles que acima de tudo...resgatam o nosso sorriso quando mais precisamos...”

"... Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!"

Apesar de cultuar as forças da Natureza e a Religião antiga, transcrevo neste blog trechos de trabalhos de Eliphas Levy, Hermes Trismegistus, John Dee, Edward Kelley , Allan Kardec, Chico Xavier, Madre Teresa, São Francisco de Assis, Ghandi, por admiração ao seu trabalho.

Meu profundo respeito a todas as escolas,

(¯`·._.·Meiroca·._.·´¯)